Uma análise atualizada sobre o clima em nosso planeta, começa a ser discutida neste final de semana, envolvendo vários países do mundo. Soluções inadiáveis poderão estar presentes, trazendo subsídios em direção aos que continuam a colocar vendas nos olhos e não aceitam as evidências da destruição progressiva de nossos biomas pela ganância desenfreada de grupos econômicos nacionais e mundiais.
O ministro Ricardo Salles, em entrevista ao Correio Braziliense (10/03/21), promovendo a presença do Brasil nessa Cúpula da Terra, esboçou um projeto governamental para que empresas privadas invistam e explorem as 334 unidades federais de conservação ambiental. Entre as principais, cita o Parque Nacional de Brasília. Essa notícia traz inquietações, porque sabemos da importância desse parque para a sobrevivência do Lago Paranoá. O ataque a esse último pedaço de meio ambiente totalmente preservado do Distrito Federal, poderá trazer um desequilíbrio irreversível ao sistema aquífero e a destruição do bioma até hoje preservado de nossa região.

Acrescente-se que a Orla do Lago Paranoá, é um espaço diretamente ligado ao Parque, sendo apenas sua continuidade que se estende majestosamente sobre o espelho d´água, tão bem planejada por seus fundadores em 1960. A flora e a fauna se confundem num misto de beleza e serenidade. Em nossos dias, a interferência desenfreada sobre esse sistema, continua a mostrar como é escasso pela população do conhecimento sobre biodiversidade. Os conflitos originados em nossa orla, aos finais de semana, com a invasão de indivíduos que desconhecem procedimentos mínimos de preservação do meio ambiente, desnuda as dificuldades em que se encontra a nossa sociedade para o aprendizado racional de uma bacia hidrográfica, cujos mananciais dependem apenas de depósitos de água subterrâneas. Aqui não se tem grande rios, sempre dependendo de estações mais chuvosas, para sua sobrevivência.
